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Para Orar e Adorar

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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Porquê? Tudo em nome de uma tradição.

Às vezes fazemos muitas coisas por fazer ou por tradição e muitas das vezes nem ao menos sabemos o significado de tais atitudes, o negócio é ir acompanhando a multidão, se eles fazem eu faço também.
Porque é assim? Porque faço isso? Porque fazemos isso? Porque tem que ser assim?
Certa feita um comandante militar estava olhando pela janela de seu escritório e observou uma praça no meio do quartel e viu que um banco que tinha naquela praça estava muito sujo e feio, então numa boa atitude, ele chama o capitão e dá uma ordem: Vamos pintar aquele banco e coloca soldados em escala de serviço para guardar o banco para que ninguém sente e suja a roupa, disse ele. O capitão mais do que depressa, chama o tenente e lhe repassa a ordem, que repassa ao sargento, que repassa ao cabo e que por fim repassa ao soldado, então até que enfim o banco da praça foi pintado e foi escalada uma guarda para vigiar o banco para que ninguém se sentasse e sujasse a roupa. O tempo passou e alguém esqueceu de falar que a tinta tava seca e já se tinha passado mais de 10 anos, quando um outro comandante daquele mesmo quartel estava olhando pela janela do mesmo escritório e viu um soldado em pé na sombra de uma árvore perto de um banco, então mandou chamar o capitão para explicar a situação, como o capitão na sabia do que se tratava, foi pesquisar juntos aos BIs publicados, e foi grande a surpresa quando descobriram que passado 10 anos a guarda ainda existia para vigiar o banco para que ninguém se sentasse e corresse o risco de sujar a roupa. Ninguém em 10 anos se atreveu a perguntar: porquê? Simplesmente seguiam a tradição.
Em Números 27.1-8, vemos uma história destas. Zelofeade era Membro da Tribo de Manassés, cujas filhas pediram a Moisés uma propriedade na Terra Prometida (Nm 27.1-11). Naquele tempo as mulheres não eram contadas, se um judeu tinha dois filhos e seis filhas e alguém perguntasse quantos filhos ele tinha ele respondia que era dois, porque a tradição judaica não contava filhas, não enumerava-as e não lhes eram passadas nenhuma herança. O pedido de Macla, Noa, Hogla, Milca e Tirza foi com certeza ousado porque a terra foi dada por herança aos filhos homens e como elas não tinham irmãos, elas iam ficar sem terra, então elas não pensaram duas vezes, foram até Moisés e perguntaram: Porquê?
Deus sabia a resposta, mais Moisés e todos os outros líderes, não sabiam, porque simplesmente seguiam uma tradição. Estas mulheres desafiaram a lei hebraica dada por Deus. Levantar-se diante da maior assembléia pública perante o tabernáculo e diante de líderes homens foi, para essas cinco mulheres em desvantagem, um enorme feito de coragem e ousadia, pois elas se posicionaram também diante da crença pessoal na promessa de Deus de uma terra que ainda não havia sido encontrada. A preocupação delas era dupla: a terra de seu pai e seu nome. Sem isso elas não tinham esperança de ter uma propriedade ou herança sob as leis em vigor na ocasião. A atitude delas foi vista com bons olhos pelo próprio Deus que disse a Moisés que as filhas de Zelofeade falavam com justiça, e mandou dar a posse da terra para elas (Nm 27.7).
Toda esta conquista só foi possível, porque teve alguém para gritar, porque teve alguém para quebrar a tradição, foi a mesma coisa delas dizerem: Mais porquê? Nós temos direitos também, porque o mesmo Deus que fez o homem também fez a mulher. Nós também adoramos ao Helohim (o Deus todo poderoso) e guardamos os seus mandamentos.
Pare para pensar: O porque eu falo o que faço? Paulo nos admoestou para que nos apresentássemos diante de Deus num culto racional (Rm 12.1). Eu preciso estar ciente do que estou fazendo e do que está acontecendo ao meu redor. Os crentes de Beréia eram assim, eles conferiam tudo o que Paulo lhes dizia, para ver se era mesmo verdade (Atos 17:11  Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim.). 
É tempo de acordar e quebrar a tradição! Seja livre em nome de Jesus! Leia a Bíblia! Conheça Jesus na Bíblia! "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. (Jo 8.32)" Mais quem é a verdade? Jesus já disse, ele já ensinou: "João 14:6  Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim."

Até a próxima em Nome de Jesus.

Abraços;

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Ensinando um novo palavrão: Discórdia

"Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim. (Atos 17:11)"

Acho incrível como nos dias de hoje, as pessoas ainda não entenderam que a discordância não é crítica e nem rebelião, é crescimento.
Pessoas são diferentes, cada um com sua vida e experiência que se diferem uma das outras e se é assim é bastante lógico que tenhamos posicionamentos diferentes e isso preocupa a muitas pessoas que não tem senso crítico, mais isto é muito bom, porque o que seria amarelo se todo mundo gostasse do vermelho?

Em muitos lugares (lares, empresas, grupos, igrejas...), discordar é considerado um ato de rebelião. O resultado final é uma geração que não tem a capacidade de pensar por si só. A base da fé desta geração espiritual é: Jesus me ama. Jesus me ama. Jesus me ama.

Discórdia vem do latim. O seu verbo é discordar. Discordar, vem do latim discórdia, "discordância", que se forma por dis "fora" mais cor "coração". Note-se como ficou expressiva a palavra: se dois corações não estão juntos, não se chega a uma conclusão.

Nem sempre o que acontece ao nosso lado é do nosso agrado. Sempre disse que discordar pode o que não pode é rebelar. Um dos problemas é que a linha divisória entre discordar e rebelar é muito pequena e muitas pessoas não respeitam os limites desta linha.

Uma fé que não é examinada e questionada, muitas vezes não sobreviverá à perguntas que surgirão mais tarde na vida.

Quando nos dispomos a incentivar o questionamento, levamos as pessoas a serem sinceras com relação às suas dúvidas, verificar criteriosamente as indagações e assumir com firmeza a fé cristã. Foi assim com os crentes de Beréia. Eles examinavam as Escrituras para ver se tudo que se falava era realmente o que estava escrito.

Uma boa maneira de levar o crescimento às pessoas é organizar debates. Debates são ótimos para incentivar o raciocínio rápido e lógico. Existem vários modos de realizá-los. Uma das maneiras certas é sempre ter a presença de um líder que defenda um lado enquanto o grupo defenda o outro lado. Podemos ainda levar o grupo a debater entre si.

Podemos discordar; o que não podemos é pecar. Discordar faz parte de nosso crescimento. Discordar não é pecado. Questionar é bom. Discordar não é um palavrão!

Até a próxima em nome de Jesus.

Abraços;
Silberty Faria.
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